sábado, 20 de março de 2010

E o Congresso chega ao fim

Foram três dias de palestras, painéis, mesas redondas e muita conversa. Chegou ao fim neste sábado (20) o 36º Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos. Jornalistas dos quatro cantos do país, estudantes de comunicação, técnicos de futebol, autoridades, dirigentes, ex-jogadores, ex-árbitros e outros convidados participaram do evento.

Os painéis que mais chamaram a atenção do público foram os que trataram dos times mineiros. No segundo dia do Congresso, quinta-feira (17), Marcos Salum, presidente do América, Alexandre Kalil, presidente do Atlético e Zezé Perrela, presidente do Cruzeiro se encontraram para uma mesa-redonda sobre os clubes.

Na sexta-feira (18), terceiro dia do evento, o encontro dos treinadores Vanderlei Luxemburgo, técnico do Atlético e Mauro Fernandes, técnico do Coelho, além do técnico homenageado, Carlos Alberto Silva, lotou o auditório do Campus Prado da Faculdade Estácio de Sá.

Muitas informações (e histórias) foram passadas e as principais delas foram registradas pelo PDQ FC, vejam:

Uma goleada boa

“Às vezes perder é bom”. Quando se ouve uma frase assim, muitos se espantam. E se essas palavras forem ditas por um dirigente de algum clube de futebol? Pior ainda. Mas, em certas circunstâncias essa frase pode ser aceita. Explico: como faz para um time do interior, praticamente sem estrutura, ser reconhecido nacionalmente? Para isso acontecer, existe duas opções: o time pode tentar mudar sua situação, ou ser derrotado por uma grande diferença de gols por algum adversário maior.

O mais fácil a ser feito, ou o mais difícil, depende do ponto de vista, é a segunda alternativa: ser goleado por um time grande. E uma competição que oferece todos os “recursos” para os pequenos se tornarem conhecidos, é a Copa do Brasil. O torneio nacional vira vitrine para muitos clubes pequenos. Na edição deste ano, por exemplo, o Naviraiense perdeu para o Santos por 10 a 0. O show dos Meninos da Vila encantou o mundo da bola e deu alguns dias de fama para o time do Mato Grosso do Sul.

Mesmo enchendo duas mãos com os gols marcados na Vila Belmiro, o Santos não quebrou o recorde de maior goleada da Copa do Brasil. A marca pertence ao Atlético Mineiro, que em 1991 bateu o Caiçara/PI por 11 a 0. Uma derrota por uma diferença grande de gols, assim como aconteceu nesse confronto histórico entre mineiros e piauienses, poderia ser considerada vergonhosa e até humilhante. Mas, por incrível que pareça, não foi, ou melhor, não é. E quem pensa assim, é o ex-diretor do Caiçara, José Hamilton Nascimento.

“Se hoje, o nome do Caiçara é lembrado todos os anos, quando a Copa do Brasil se inicia, é graças àquela derrota”, comenta. O ex-diretor e atual comentarista de uma rádio de Campo Maior/PI, afirma que ninguém entra em campo para ser derrotado, no entanto existem jogos que é praticamente impossível vencer, e aquele confronto entre Caiçara e Galo encaixa nesse contexto. “Era complicado a gente vencer. Acabamos sendo goleados, mas não foi uma derrota ruim. Hoje somos conhecidos no Brasil inteiro”, completa.

O fim do diploma

No dia 16 de julho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão. Na realidade, o certificado das pessoas que trabalham nos veículos de comunicação sempre foi dispensável e em Belo Horizonte não é diferente. A falta de qualidade, parcialidade fica evidente quando lemos, ouvimos ou assistimos algum jornal, e no esporte o fato fica em maior evidência.

Na capital mineira existem dois grandes clubes. De um lado o Atlético, do outro o Cruzeiro. As paixões pelas duas equipes estão em quase todas as mesas redondas e nos demais programas esportivos. No painel em que Paulo César Vasconcellos participou, o tema “diploma” foi debatido. O chefe de redação e comentarista da SporTV é favorável a obrigatoriedade do diploma, pois é através dele que se pode qualificar o profissional e consequentemente seu trabalho.

“Muitas pessoas que trabalham como jornalistas pensam que sabem tudo, mas não conhecem nem mesmo as técnicas jornalísticas. E são elas que fazem a diferença e é com elas que se pode chegar à imparcialidade. Jornalista tem uma responsabilidade, não pode mentir ou inventar. Ele deve é se informar. Sem credibilidade não vamos para frente. Ela é nossa credencial. Ou somos, ou não. Os veículos devem prezar sempre pela qualidade dos seus profissionais”, comentou Vasconcellos.

A "maldita" Lei Pelé

Além de debaterem a relação entre jornalistas e clubes em um painel do Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos, os presidentes de Atlético, Cruzeiro e América fizeram duras críticas a Lei Pelé e falaram sobre a exploração de jovens atletas por empresários oportunistas.

O presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, chegou a pedir o apoio da imprensa na luta vivida pelas equipes. “Precisamos ter uma união mais forte entre clubes e jornalistas. A imprensa deve denunciar empresários que se aproveitam dos clubes, verdadeiros ladrões, além dos times-factóides”, disse.

Alexandre Kalil e Marcus Salum concordaram com Perrella. Para os dirigentes, os clubes tornaram-se reféns de empresários e investidores após a Lei Pelé, que extinguiu o passe de atletas de futebol no Brasil. Manter equipes de base tornou-se cada vez mais caro por conta do alto risco de perder jovens revelações para o exterior.

Seleção no Independência

A reforma do estádio Independência e o sonho de ver o estádio ser reinaugurado no final do ano com uma partida da Seleção Brasileira marcou a participação do presidente do América, Marcus Salum, no painel dedicado aos dirigentes de clubes. “Já conversei com o Ricardo Teixeira (presidente da CBF) sobre esse sonho, que é promover a reinauguração do Independência em uma data Fifa, com um jogo da Seleção, no final do ano”, disse o dirigente.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Cronistas Esportivos se reúnem em Belo Horizonte

Belo Horizonte, a capital mineira, recebe nos dias 17 a 20 de março o 36º Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos. O evento, que é promovido e realizado pela ABRACE (Associação Brasileira de Cronistas Esportivos) e pela AMCE (Associação Mineira de Cronistas Esportivos) reúne jornalistas, autoridades, dirigentes, técnicos, jogadores, ex-jogadores, árbitros, profissionais especializados em eventos esportivos e turismo de negócios, médicos, investidores privados no segmento esportivo, entre outros convidados.

E a abertura oficial do Congresso aconteceu na quarta-feira (17), no Salão do Clube dos Oficiais da PMMG. O presidente da ABRACE, Anderson Maia Rodrigues foi o primeiro a se pronunciar. O dirigente lembrou a importância da crônica esportiva para a liberdade de imprensa e falou sobre a felicidade de realizar o evento em Belo Horizonte. Além de Rodrigues, outro jornalista que discursou foi Carlos Cruz, presidente da AMCE. Emocionado, ele agradeceu a presença de todos e falou sobre os temas que seriam debatidos no decorrer do evento.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A bola vai rolar

Domingo e quarta-feira à noite são os dias mais odiados por minha esposa. O motivo é simples: futebol. São nesses dias que costumo sentar em frente à TV para acompanhar as partidas. Sei que ela não gosta, mas essa paixão pelo futebol vem desde pequeno, não surgiu depois que trocamos as alianças. Ou seja, ela tem que tentar se acostumar: quarta e domingo é dia de ver na telinha aqui de casa, o esporte mais popular no mundo.

E o bom é que ela vem se acostumado com a ideia, ou não? Sei lá, acho que sim. Depende, pois esses dias ela me disse que eu estava trocando ela pelo futebol. Neguei na hora. E é verdade! Não a troco por nada. O problema é que ela (e as demais mulheres) não entende que tem horas que nós homens (casados ou solteiros) temos que ver nosso futebol, acompanhar a paixão nacional, torcer pelo nosso time.

No entanto, segundo a minha esposa algo pior, ou semelhante, vem depois dos jogos: os comentários. Se já não bastasse assistir as tradicionais mesas redondas de domingo, ela reclama que eu ainda quero debater a rodada com os amigos no outro dia. Mas, quais amigos? Moro em Belo Horizonte faz 10 meses, e até agora o único amigo que aqui tenho é o Drude (meu peixe viajante).

Disse isso a ela e logo ela me sugeriu: “por que você não expõe seus comentários na internet? Crie um blog, escreva aquilo que você queira falar”. Mesmo não sendo psicóloga, minha esposa agiu como tal e recomendou que eu fizesse isso. Achei a ideia excelente, e fiz. Portanto, resolvi criar o Pão de Queijo FC. Com um nome bem sugestivo, o blog irá abordar o futebol mineiro, em todos os seus contextos, dentro e fora de campo.

Espero que todos possam acompanhar e “saborear” o PDQ FC. Vamos lá que a bola vai rolar.



PS.: O enredo que compõe essa postagem não é verídico, exceto o fato que eu adoro futebol e que Cris odeia as quartas e domingos. Mas, eu não sou machista e ela muito menos autoritária.