Foram três dias de palestras, painéis, mesas redondas e muita conversa. Chegou ao fim neste sábado (20) o 36º Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos. Jornalistas dos quatro cantos do país, estudantes de comunicação, técnicos de futebol, autoridades, dirigentes, ex-jogadores, ex-árbitros e outros convidados participaram do evento.
Os painéis que mais chamaram a atenção do público foram os que trataram dos times mineiros. No segundo dia do Congresso, quinta-feira (17), Marcos Salum, presidente do América, Alexandre Kalil, presidente do Atlético e Zezé Perrela, presidente do Cruzeiro se encontraram para uma mesa-redonda sobre os clubes.
Na sexta-feira (18), terceiro dia do evento, o encontro dos treinadores Vanderlei Luxemburgo, técnico do Atlético e Mauro Fernandes, técnico do Coelho, além do técnico homenageado, Carlos Alberto Silva, lotou o auditório do Campus Prado da Faculdade Estácio de Sá.
Muitas informações (e histórias) foram passadas e as principais delas foram registradas pelo PDQ FC, vejam:
Uma goleada boa
“Às vezes perder é bom”. Quando se ouve uma frase assim, muitos se espantam. E se essas palavras forem ditas por um dirigente de algum clube de futebol? Pior ainda. Mas, em certas circunstâncias essa frase pode ser aceita. Explico: como faz para um time do interior, praticamente sem estrutura, ser reconhecido nacionalmente? Para isso acontecer, existe duas opções: o time pode tentar mudar sua situação, ou ser derrotado por uma grande diferença de gols por algum adversário maior.
O mais fácil a ser feito, ou o mais difícil, depende do ponto de vista, é a segunda alternativa: ser goleado por um time grande. E uma competição que oferece todos os “recursos” para os pequenos se tornarem conhecidos, é a Copa do Brasil. O torneio nacional vira vitrine para muitos clubes pequenos. Na edição deste ano, por exemplo, o Naviraiense perdeu para o Santos por 10 a 0. O show dos Meninos da Vila encantou o mundo da bola e deu alguns dias de fama para o time do Mato Grosso do Sul.
Mesmo enchendo duas mãos com os gols marcados na Vila Belmiro, o Santos não quebrou o recorde de maior goleada da Copa do Brasil. A marca pertence ao Atlético Mineiro, que em 1991 bateu o Caiçara/PI por 11 a 0. Uma derrota por uma diferença grande de gols, assim como aconteceu nesse confronto histórico entre mineiros e piauienses, poderia ser considerada vergonhosa e até humilhante. Mas, por incrível que pareça, não foi, ou melhor, não é. E quem pensa assim, é o ex-diretor do Caiçara, José Hamilton Nascimento.
“Se hoje, o nome do Caiçara é lembrado todos os anos, quando a Copa do Brasil se inicia, é graças àquela derrota”, comenta. O ex-diretor e atual comentarista de uma rádio de Campo Maior/PI, afirma que ninguém entra em campo para ser derrotado, no entanto existem jogos que é praticamente impossível vencer, e aquele confronto entre Caiçara e Galo encaixa nesse contexto. “Era complicado a gente vencer. Acabamos sendo goleados, mas não foi uma derrota ruim. Hoje somos conhecidos no Brasil inteiro”, completa.
O fim do diploma
No dia 16 de julho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão. Na realidade, o certificado das pessoas que trabalham nos veículos de comunicação sempre foi dispensável e em Belo Horizonte não é diferente. A falta de qualidade, parcialidade fica evidente quando lemos, ouvimos ou assistimos algum jornal, e no esporte o fato fica em maior evidência.
Na capital mineira existem dois grandes clubes. De um lado o Atlético, do outro o Cruzeiro. As paixões pelas duas equipes estão em quase todas as mesas redondas e nos demais programas esportivos. No painel em que Paulo César Vasconcellos participou, o tema “diploma” foi debatido. O chefe de redação e comentarista da SporTV é favorável a obrigatoriedade do diploma, pois é através dele que se pode qualificar o profissional e consequentemente seu trabalho.
“Muitas pessoas que trabalham como jornalistas pensam que sabem tudo, mas não conhecem nem mesmo as técnicas jornalísticas. E são elas que fazem a diferença e é com elas que se pode chegar à imparcialidade. Jornalista tem uma responsabilidade, não pode mentir ou inventar. Ele deve é se informar. Sem credibilidade não vamos para frente. Ela é nossa credencial. Ou somos, ou não. Os veículos devem prezar sempre pela qualidade dos seus profissionais”, comentou Vasconcellos.
A "maldita" Lei Pelé
Além de debaterem a relação entre jornalistas e clubes em um painel do Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos, os presidentes de Atlético, Cruzeiro e América fizeram duras críticas a Lei Pelé e falaram sobre a exploração de jovens atletas por empresários oportunistas.
O presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, chegou a pedir o apoio da imprensa na luta vivida pelas equipes. “Precisamos ter uma união mais forte entre clubes e jornalistas. A imprensa deve denunciar empresários que se aproveitam dos clubes, verdadeiros ladrões, além dos times-factóides”, disse.
Alexandre Kalil e Marcus Salum concordaram com Perrella. Para os dirigentes, os clubes tornaram-se reféns de empresários e investidores após a Lei Pelé, que extinguiu o passe de atletas de futebol no Brasil. Manter equipes de base tornou-se cada vez mais caro por conta do alto risco de perder jovens revelações para o exterior.
Seleção no Independência
A reforma do estádio Independência e o sonho de ver o estádio ser reinaugurado no final do ano com uma partida da Seleção Brasileira marcou a participação do presidente do América, Marcus Salum, no painel dedicado aos dirigentes de clubes. “Já conversei com o Ricardo Teixeira (presidente da CBF) sobre esse sonho, que é promover a reinauguração do Independência em uma data Fifa, com um jogo da Seleção, no final do ano”, disse o dirigente.
Rádio Cultura de Santos Dumont-MG, a terra do PAI DA AVIAÇÃO
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